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domingo, 27 de dezembro de 2020

o monismo dialético

 

O problema é que a dialética imanente materialista,monista, de Marx cria esta ilusão,porque se o capitalista age assim apenas confirma a insustentatibilidade do sistema.

A justificativa de revoluções violentas e de massacres contra os ricos,a burguesia ,se funda nisto aí.Mesmo na crítica ao tratamento dado às crianças no inicio da Revolução Industrial,que justificou estas violências(Lênin),estas brutalidades ,não conduziram aos objetivos e nem provaram a insustentabilidade do modo-de-produção capitalista.

Uma visão positiva,no entanto,é exigível,face ao problema subjacente da dialética,na qual tudo está interligado.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

O papel do capitalista

 

Nas ciências sociais ocorre o mesmo que nas ciências naturais,em termos éticos.Não tem sentido culpar(como já se fez em outras épocas passadas)Einstein por ter descoberto as leis da transformação da massa em energia,que levaram à bomba atômica,pelas mortes em Hiroshima e Nagasaki.

Do mesmo modo Marx analisa o sistema capitalista,inocentando psicologicamente o capitalista(por isto disse acima que a coincidência era algo inintencional nele),pela exploração capitalista.

Sociologicamente o capitalista ,individual ou coletivamente,pode agir no sentido desta exploração,ao roubar,desviar dinheiro,descumprir a lei,financiar regimes opressivos,mas o que Marx analisa é o sistema.Todas estas atividades malévolas do capitalista não provam a sua ilegitimidade.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

 

A coincidência entre a vitimização social e psicológica e a explicação do processo dialético de exploração capitalista(científico)parece ser algo óbvio,mas não é.

Isto porquê,na medida em que a dialética da natureza é contestada,o que resta é uma visão social sociológica do problema(da exploração)que muda tudo.

Todo militante deseja que o sofrimento humano seja confirmado pela ciência que supostamente o liberta,mas uma coisa é a miséria ,a exploração,a dominação e outra a economia.Ambas podem se tocar,mas não se identificam absolutamente no processo explicativo.Quem criou esta ilusão foi a ilusão da dialética.


domingo, 13 de dezembro de 2020

Marx, a dialética e o Capital

 

Depois de muitos anos de estudo a última das grandes teorias modernas ficou clara para mim:a teoria da mais-valia.(será mesmo?)

Foi um longo processo pari passu ao meu tempo de vida para chegar a certas conclusões.Estas conclusões dão conta de que a maioria dos militantes(durante muito tempo eu incluído)não tem a mínima consciência da complexidade do Capital,do seu papel dentro do contexto da discussão histórica da época de Marx(e depois).

A visão cientificista e ideológica predomina na cabeça destes militantes.A maioria entende como verdade algo que não conhecem.Isto tem uma consequência na atividade deles,na medida em que existe o propalado nexo teoria e prática,nexo que gerou muitos quiproquós,já que não compreendido.

Do ponto de vista da militância o que vale realmente é que a “ciência” determina supostamente uma verdade,mas esta ,como tal, é uma verdade que não se liga a nenhum princípio ético(Benedeto Croce ).Muito embora Marx tenha se preocupado com isto,tratou mais do sistema do que das pessoas;a falta desta conexão gera os problemas do futuro.Se há exploração todos os meios são válidos para acabar com ela.Então o “ nexo” é negativo(pela destruição se obtém a verdade,o fato).

Contudo,como nos mostra o mesmo Benedeto Croce,pela dialética,Marx junta o ético com o científico,talvez inintencionalmente.