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sábado, 7 de agosto de 2021

O que é O Capital V

 

O Capital ,para mim,é como uma enciclopédia d e temas que se relacionam e como Marx une toda a sua estrutura com o propósito de acompanhar constantemente o movimento constante do real há que se imaginar que não só o movimento do real ocorre como o modo deste movimento e a sua compreensão também.

Assim sendo novos escaninhos ,como estes mostrados abaixo

podem aparecer ,antes do primeiro,no meio e no final.Eu tenho uma opinião a respeito da forma como o Capital é construído:na minha opinião antes do primeiro tomo digamos assim deveria ser colocada a “ Contribuição à Crítica da Economia Política”,porque não fica muito claro n´O Capital a questão da preeminência da produção sobre o comércio,ou pelo,menos ,a presença deste livro imediatamente anterior ao Capital ajudaria o seu entendimento tornando certos conceitos mais claros por mais esmiuçados.

Mas o que mais me interessa nesta minha visão é que estando ou não certo este livro,estando ou não Marx,o modo de produção não é extático e se transforma,como falamos acima, e de repente outros escaninhos poderiam ser imaginados ou acrescentados de fato.

Alguém já disse na coleção os pensadores ,propriamente na consultoria ,que o Capital é um fragmento de dimensões descomunais,porque o mundo continua se movimentando,para além da letra do texto , o que faz dele extamente isto:um momento,complexo,mas um momento.

Quais os momentos que poderíamos prever e até mesmo aqueles que superariam o modo de produção capitalista?
Antes de tentar responder eu diria que nas teorias da mais-valia,quarto volume,eu colocaria,como pretendo fazer,a figura de Proudhon.Mas isto não é assunto para agora.

Agora tentarei responder a esta questão e é positivamente,isto é,nós podemos acrescentar ao Capital elementos novos,coisas surgidas depois de sua publicação e morte do autor,mas conectadas com seu pensamento e com a realidade que transcende a ele:o capitalismo como modo de produção,que não é eterno( e nem o socialismo).


domingo, 27 de dezembro de 2020

o monismo dialético

 

O problema é que a dialética imanente materialista,monista, de Marx cria esta ilusão,porque se o capitalista age assim apenas confirma a insustentatibilidade do sistema.

A justificativa de revoluções violentas e de massacres contra os ricos,a burguesia ,se funda nisto aí.Mesmo na crítica ao tratamento dado às crianças no inicio da Revolução Industrial,que justificou estas violências(Lênin),estas brutalidades ,não conduziram aos objetivos e nem provaram a insustentabilidade do modo-de-produção capitalista.

Uma visão positiva,no entanto,é exigível,face ao problema subjacente da dialética,na qual tudo está interligado.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

O papel do capitalista

 

Nas ciências sociais ocorre o mesmo que nas ciências naturais,em termos éticos.Não tem sentido culpar(como já se fez em outras épocas passadas)Einstein por ter descoberto as leis da transformação da massa em energia,que levaram à bomba atômica,pelas mortes em Hiroshima e Nagasaki.

Do mesmo modo Marx analisa o sistema capitalista,inocentando psicologicamente o capitalista(por isto disse acima que a coincidência era algo inintencional nele),pela exploração capitalista.

Sociologicamente o capitalista ,individual ou coletivamente,pode agir no sentido desta exploração,ao roubar,desviar dinheiro,descumprir a lei,financiar regimes opressivos,mas o que Marx analisa é o sistema.Todas estas atividades malévolas do capitalista não provam a sua ilegitimidade.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

 

A coincidência entre a vitimização social e psicológica e a explicação do processo dialético de exploração capitalista(científico)parece ser algo óbvio,mas não é.

Isto porquê,na medida em que a dialética da natureza é contestada,o que resta é uma visão social sociológica do problema(da exploração)que muda tudo.

Todo militante deseja que o sofrimento humano seja confirmado pela ciência que supostamente o liberta,mas uma coisa é a miséria ,a exploração,a dominação e outra a economia.Ambas podem se tocar,mas não se identificam absolutamente no processo explicativo.Quem criou esta ilusão foi a ilusão da dialética.


domingo, 13 de dezembro de 2020

Marx, a dialética e o Capital

 

Depois de muitos anos de estudo a última das grandes teorias modernas ficou clara para mim:a teoria da mais-valia.(será mesmo?)

Foi um longo processo pari passu ao meu tempo de vida para chegar a certas conclusões.Estas conclusões dão conta de que a maioria dos militantes(durante muito tempo eu incluído)não tem a mínima consciência da complexidade do Capital,do seu papel dentro do contexto da discussão histórica da época de Marx(e depois).

A visão cientificista e ideológica predomina na cabeça destes militantes.A maioria entende como verdade algo que não conhecem.Isto tem uma consequência na atividade deles,na medida em que existe o propalado nexo teoria e prática,nexo que gerou muitos quiproquós,já que não compreendido.

Do ponto de vista da militância o que vale realmente é que a “ciência” determina supostamente uma verdade,mas esta ,como tal, é uma verdade que não se liga a nenhum princípio ético(Benedeto Croce ).Muito embora Marx tenha se preocupado com isto,tratou mais do sistema do que das pessoas;a falta desta conexão gera os problemas do futuro.Se há exploração todos os meios são válidos para acabar com ela.Então o “ nexo” é negativo(pela destruição se obtém a verdade,o fato).

Contudo,como nos mostra o mesmo Benedeto Croce,pela dialética,Marx junta o ético com o científico,talvez inintencionalmente.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Carlo Cafiero

Carlo Cafiero:este homem é autor de um resumo de o Capital  elogiado pelo próprio Marx.Então este resumo é o mais importante da História
 

terça-feira, 8 de outubro de 2019

O Capital IV

capa de O Capital em alemão,anotada pelo próprio Marx
Agora posso,depois de iniciais abordagens de O Capital,me preparar para entrar propriamente no livro.Contudo ainda há uma premissa que eu desejo expor:
Só consegui efetivamente entender O Capital quando li o volume III.Porque a questão do volume I é só a da mais-valia ,a descoberta de sua fonte,que não foi tarefa realizada só por Marx,mas que já vinha sendo colocada pelos economistas neo-ricardianos,grupo ao qual ele pertence.
No entanto muita gente entra nos debates imensos em torno deste texto opondo este primeiro volume,o que não é possível.A reiteração deste erro,quer dizer,de considerar só o volume inicial como decisivo, confunde aquele que quer entender o Capital,que é um livro essencial de síntese do capitalismo,tarefa intelectual e histórica que se esperava no século XIX,após a segunda onda industrial(1830 mais ou menos[a partir desta data é que as discussões sobre a fonte da riqueza começam e se prolongam,na recepção de livro de Ricardo “Princípios de Economia Politica e Tributação” ).Estes dois méritos iniciais são incontestáveis de Marx.Marx está no diapasão de Goethe e de Balzac,de quem tanto gostava.
Era evidente que com a Revolução Francesa e as guerras napoleônicas uma etapa de mudança(transição?) na história tinha se inaugurado.O primeiro a analisar isto ,na arte, foi Goethe,com o “ Fausto”,mas Balzac,aprofundou esta primeira apreensão procurando ver as consequencias do capitalismo na vida humana,nos sentimentos e valores humanos.
O que se esperava é que alguém fizesse o mesmo na economia politica e este alguém foi Marx.Contudo ele mesmo contribuiu para as dificuldades de compreensão ao afirmar que o volume básico e suficiente(Enrique Dussel ressalta esta afirmação de Marx)era o inicial, porque entendia que o processo de transformação de preços de produção em preços de venda(transformação),a grande aufhebung do capitalismo ,elucidativa do processo de exploração,era algo evidente ,e nos cadernos susbequentes ,que constituíram a partir da atividade de Engels,após sua morte,os volumes II e III, haveria apenas uma confirmação da tese inicial.Marx tentou nos últimos anos dar um “ todo artístico”(no sentido aristotélico de “ tecné”, a arte de encaixar os elementos constitutivos do método) a estes cadernos,sem obter resultados.
E isto porque estes cadernos,que expressariam a prova teórica de O Capital,são só os que mais causam polêmicas,exatamente por não oferecê-la,mas,antes ,dúvidas e questionamentos.
Ora acusando Marx de se confundir,ora e principalmente culpando Engels por estas dúvidas ,os autores se dividem,mas o fato é que a prova das teses de O Capital não é cabal aí.É por aqui que eu quero começar estes meus artigos e estudos sobre este livro que ocupou um papel quase idêntico ao da Biblia desde minha tenra infância.