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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Novo item da Biblioteca

"O  combate  nas  Trevas"  de Jacob Gorender
Farei  uma  resenha  deste  livro.

Revelar  ou esconder?


Este  livro  é  o  mais  radical  quanto a  uma  análise  honesta  do périplo d a esquerda antes  ,durante e  depois  da  ditadura  militar,com  suas autocríticas ,culpas e  erros.
Digo  culpas,porque  neste  livro  existem  muitas  responsabilidades  graves  da  esquerda ,em  relação  ao  povo  brasileiro e  em relação a  ela  própria.
Existe  uma  questão  séria,dentro  da  esquerda  e na  conexão dela  com o povo , e  com a História.Como  os  seus remanescentes  estão  aí e ainda  esperam  que  a onda  revolucionária  retorne,fica  a pergunta:mostrar  fatos  ocultos e  perigosos da  História da  esquerda  é  uma exigência  de  respeito à História ou a  clandestinidade e a  esperança  e de retorno desta onda  impõe  que   sejam  mantidos  na  penumbra?


Antes  de  mais  nada  para  explicar exatamente  o  porquê  disso  nós  precisamos  entender  que  a  questão da  clandestinidade , para os  comunistas,ocupa  um  lugar  decisivo.Revelar a  História  real da esquerda  põe  em  risco  mitos  que ela eventualmente considera  como  verdades,a  apontar  o caminho  futuro  do movimento,servindo-lhe mesmo de  base.
É    uma especificidade deste  movimento.Mas  isto  favorece o autoritarismo interno,o bandido que  se  incrusta e  acima  de  tudo ajuda  a corromper jovens incautos,suscetíveis às mentiras(que  as há).


O intelectual marxista é  diferente dos outros  intelectuais porque  admite  pegar em armas  para fazer valer as suas idéias,dentro  do processo politico.
Ele  não  é como Silva Jardim,grande tribuno  republicano  brasileiro ,que se matou no Vesúvio,por  ter  sido  enganado na hora da  proclamação da  república(que ele pensou  que  ia  ser ele a  fazer)...
Ele  pega em armas,sendo esta  uma prévia  condição universal de  adesão do militante  politico ao partido,mas há um momento em que  ele  esquece a  preeminência da politica  para  colocar neste lugar a  força,não do militante,mas do militar.


O  militante  é  aquele que  milita  o tempo todo e não  é  necessàriamente  fardado.O militar é aquele que  se  fardou,se  expôs  como  militante  permanente.Esta  dicotomia  é  muito importante  para  entender a  trajetória  da  esquerda brasileira(e  internacional) e  os  comentários  que  continuo fazendo aqui.

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