Sempre achei que
ter orgulho em possuir como líder de um partido um velhinho de 80 anos uma
besteira.Cansei de ouvir isto na época da anistia.Como se a permanência de um líder por tanto tempo indicasse sua competência e pujança,mas isto é
um discurso ,um discurso diversionista,para esconder que a juventude não seguia
o partido e que não havia possibilidade de trocar as lideranças,não só pelo
caráter anti-democrático do Partido,mas ,também,por ausência de...juventude,de
renovação.
É mais uma prova
de que os verdadeiros idealistas eram os comunistas ,que dissociavam as idéias
da necessária e ética adequação com a realidade e os fatos,pouco
importando as conseqüências que esta irresponsabilidade poderia ter.
Quando,num
partido político,um velho predomina,é porque acontece isto a que me referi,mas
também,na eventualidade de uma certa pujança e/ou presença de juventude,há uma
imensa divisão,que só se consegue evitar com a aceitação de alguém mais velho.Foi
o que se viu depois que a gerontocracia soviética de Brejnev ruiu.Gorbachev
teve que administrar um partido ultra-dividido e uma juventude querendo participar.Um
caldo de cultura infernal que acabou por levá-lo de roldão,como um tsunami.
A relação entre
os velhos dos partidos comunistas e a juventude é um assunto muito complicado e
corre pari passu ao problema já referido das vanguardas e retaguardas,por isso
falarei mais abaixo.
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